A Auto-vacina
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Autovacina e agulha de
insulina A Auto-vacina ou Vacina
de Rebanho, é uma técnica
já com alguns anos
de estudo e
desenvolvimento, nas mais diversas
espécies de animais, Em Portugal,
deu os seus primeiros
passos na ornitologia em
2003/2004.
Com o objectivo de
esclarecer o que é uma vacina
/ auto-vacina, fica
aqui a
definição de um dos responsáveis pelo seu
desenvolvimento - Dr. Helder
Lousada (Médico
Veterinário e Mestre em
Parasitologia Médica)
“Uma vacina
é um preparado farmacológico que se
destina a estimular o
sistema imune do
indivíduo vacinado de forma a
criar mecanismos efectivos de
combate e memória
imunitária (imunomediados por
via celular ou sorológica) a
uma ou mais patologias
provocadas por bactérias
ou Virus.
Na pratica e se
reduzirmos a situação a uma hipotética
vacina com uma bactéria,
o que se administra ao
animal a vacinar/proteger,
não é mais do que a bactéria
atenuada ou morta por
processo farmacológico ou
ainda uma fracção dessa bactéria.
O que se pretende
é promover o contacto do animal
a vacinar com o vírus
ou parte deste, desde
que seja incapaz de
provocar doença.
Quando estas
partículas bacterianas entram em
contacto com o sistema
imune da ave este
responde com uma acção imediata
para eliminar aquele an-
tigénio/bactéria
e simultaneamente processa um
registo celular denominado de
memória
imunitária, que permite ao canário no
futuro responder mais intensamente,
mais rápido e
mais certeiro a uma eventual
infecção por essa bacteria. “
Dr. Helder Lousada
Médico-Veterinário
O desenvolvimento da
Auto-vacina atravessou
várias fases, numa fase
inicial, surgiu como uma
encomenda específica, de
um criador de Top (Nuno Monteiro),
cujo o objectivo era a
redução da taxa
mortalidade no seu canaril e por sua
vez tornar as aves muito
mais resistentes a doenças
provocadas por bactérias.
O resultado foi
excelente, em anos anteriores a
taxa de mortalidade rondava os
10% de mortes, no ano
seguinte a taxa foi
reduzida para metade.
Devido ao seu sucesso
imediato, o grupo de
criadores adeptos da autovacina
aumentou, o que permitiu
um desenvolvimento da
auto-vacina a outra
escala.
Todas as análises
realizadas até então, concluíram
que os resultados de
canaril para canaril
pouco divergiam, o que veio
permitir o desenvolvimento de
uma auto-vacina, muito
mais versátil, deixando de
ser uma vacina especifica para
um criador, de uma
determinada região geográfica,
tornando-se numa vacina eficaz
de Norte a Sul do
País.
A Auto-vacina tem a
capacidade de apoiar o
desenvolvimento do sistema
imunitário dos
canários, tornando os muito mais
robustos e resistentes a doenças

do foro intestinal e
respiratório ( E.Coli,
Estafilococos, Micoplasmose, Estreptococos
…doenças do foro intestinal).
Modo de administração:

Injectável por
via intramuscular.
Coloca-se o peito para
cima (pernas para cima),
desvia-se as penas do peito, e
injecta-se o
canário na região onde se apresenta
mais musculo, ao lado do esterno,
a meio do peito.
Basta introduzir a
agulha apenas alguns milímetros,
o suficiente para o
bisel da agulha entrar
no músculo, ao injectar, o
liquido deve dirigir-se para o interior
da ave e não para
o exterior.
No peito ficará
com um hematoma quase imperceptível,
provocado pela
introdução
da agulha, este rapidamente irá
desaparecerão fim de 1 ou 2 dias.
A seringa a ser
utilizada deve ser de 1ml (
insulina). Para facilitar a vacinação
pode utilizar um batente
na agulha – corta uma
borracha e coloca-la na agulha
da seringa, deixando
apenas de fora o comprimento
de agulha necessário para a
vacinação, desta forma não corremos o risco de introduzir demasiado a agulha.
Dosagem:
2
aplicações separadas por 3 semanas - 0.1ml por
aplicação.
Existem frascos de 20ml para 100 canários e frascos de 50ml para 250 canários.
Durabilidade e
época de administração:
Esta Auto-vacina protege
a ave durante um ano.
Não existe uma
época específica para a administração
da Auto-vacina, contudo
existem períodos
mais recomendados: no mês de
Setembro, após muda e antes
das Exposições, ou logo após exposições e antes da época de criação.
Cuidados a ter:
A vacina deve ser
guardada no frigorífico e mesmo
durante a aplicação aconselhase
a permanecer no fresco
(colocar uma placa de gelo
junto ao frasco). Após utilização
voltar a colocar o
frasco no frigorífico.
Antes da sua
aplicação agitar bem o frasco.
Deve vacinar apenas
canários saudáveis.
Vacinar os canários a partir dos 2 meses de idade.
Reacções
após vacina:
O canário no dia
da vacina e no dia seguinte
ficará menos activo, alimentando-se
normalmente. Nos dias
seguintes voltará ao seu
ritmo de vida normal.
As
reacções poderão diferenciar de ave para ave,
mas sem nenhum prejuízo para
a mesma.
Vantagens:
As aves tornam-se muito
mais robustas com um
sistema imunitário e mais reforçado
e resistente a
doenças do foro intestinal e a
algumas do foro respiratório.
Os canários
reagem de uma forma muito positiva a
mudança de ambientes (Transportadoras,
Exposições,
outros canaris…).
O facto de se
encontrarem com o sistema
imunitário reforçado, a ave
sente-se melhor, e
reunindo melhores condições
físicas para o período das criações.
Os filhotes nascem mais
robustos e apresentam um
desenvolvimento mais
regular e uma melhor
adaptação a diferentes
espaços (Viveiros, Voadoras…).
A
utilização da auto-vacina veio reduzir a
aplicação indiscriminada de antibióticos,
principalmente durante o período da criação.
Notas Finais:
A Auto-vacina não
vai desenvolver “Super-Canarios”,
vai ajudar a promover a
saúde e o
bem-estar do plantel.
Um canário com
saúde tem a capacidade de reunir
um conjunto de factores que
vão promover uma
boa criação, reflectindo em
filhotes saudáveis, robustos e com
qualidade. A Auto-vacina
ajuda a reduzir a
probabilidade de Doença e por sua vez
a
redução
da taxa de mortalidade.
Pessoalmente considero a
Auto-vacina nos canários
como a “Nova Tecnologia
de Ponta”, que se
encontra em constante evolução
e a acompanhar a realidade
da canaricultura, um
trabalho de equipa entre
Veterinários Especializados e
os Criadores
Dedicados…
Actualmente a
Auto-vacina encontra-se
desenvolvida para a Columbofilia, e em
estudo e desenvolvimento
para os Psitacideos.
Excelente anos de Criações, com o Mundial 2010 à vista…
Gloster clube Portugal
Ricardo Racha sócio n.º 196